13 setembro, 2009

[FanFic] Che e eu, 2º Quando abri os olhos... minha vida tinha mudado.

Foi como uma espécie de presente de 15 anos, foi como uma espécie de
"O Retrato De Dorina Gray". A única diferença é que ele tinha desafiado
o destino e eu tinha desafiado o tempo. Posso dizer também que minha vida
virou um filme (De Volta Para O Futuro) mas também havia diferenças;
eu não tinha um amigo "Doutor", nem um carro que viajasse no tempo.



Quando abri os olhos tudo estava como sempre esteve, Mayara já estava acordada
e tinha acabado de sair do banheiro. Como todo dia de manhã, eu analisei meu quarto;
tudo estava tão perfeito, do meu jeito.. tudo o que eu gostava e amava. Nos trocamos e
descemos para o café da manhã. Estranho, pois, não tinha ninguém em casa. Preparamos
o café por nossa conta e depois desci as escadas até a casa de minha avó, também não tinha ninguém lá. Só quando olhei para a rua que vi o que estava se passando. Gritei desesperadamente para May, e ela desceu correndo até a frente da minha casa,
tivemos que esfregar os olhos, eu juro que não estava acreditando. Não era a minha rua,
parecia um lugar antigo, sem a típica desordem da nossa década, era um lugar no estilo
anos 40, havia jornais branco e preto, homens bem vestidos usando chapeus da época do meu avô, mulheres de vestidinhos.. era tudo muito estranho. Olhamos bem para as pessoas que passavam e retribuiam nosso olhar assustado com uma cara de sensura e por incrivel que
pareça elas falavam espanhol.
- Mayara, vc tá sonhando a mesma coisa que eu?
- Se estamos, é incrivel como nossas mentes estão interligadas.
No momento seguinte viramos para o corredor para possivelmente podermos voltar para a cama e dormir fazendo com que acabe aquele sonho maluco,foi automatico mas a casa tinha sumido e no lugar dela apareceu um muro.
- Cade a minha casa?
Gritei desesperada, não com medo de ficar sem um lugar para morar, mas com mais medo de ficar trancada em um sonho que vire pesadelo. Olhei para May e vi sua espresão mais palida
que minha perna.
Não teve outro jeito a não ser sair dali e perembular até encontrar uma maneira de acabar
com aquela coisa doida. Passado uns vinte minutos, encontramos nossos outros amigos; Karina, Eduardo, Felipe.
K: -Eu bebi, morri atropelada no meio da rua e levei vcs junto comigo?
E: -Não, acho que que todo mundo foi abduzido e agente tá em Jupter.
F: -PQP!
Eu juro que quaria dar muita risada da cara que eles faziam, mas estava tão confusa que minha voz não saia direito;
-A casa de vcs também sumiu? Poque a minha virou um muro.
Foi como telepatia, eu escutei uma voz em minha cabeça. Uma voz que eu não sabia se era só dentro de meu cerébro ou se era de algum carro de pamonha em que todos podiam ouvir também:
"Vc pediu, foi o que mais quis. Só voltará quando essa história terminar. Não se denomine
de louca, isso é mais real do que seus sentimentos. Seus amigos só estão aqui porque fazem parte da grande mudança de sua vida.
"
Olhei o rosto de cada um esperando que alguém comentasse alguma coisa, mas nada
disso aconteceu.

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