03 novembro, 2009

[OFF]

eu poderia gritar minhas idéias,
mas prefiro deixa-lás no sussurro.

02 novembro, 2009

[OFF]








TEMPO: é o que é necessário.

31 outubro, 2009

Para que beleza?


beleza para refletir
no espelho
para contagiar
agir e transformar...
em todos o lugares,
em todos os olhares,
por onde você passar.

beleza para ter leveza,
para a vida inteira.
Para acreditar!

26 outubro, 2009

[FanFic] Che e eu 5° - Rosa vermelha.

Em datas comemorativas, o meu melhor presente é ter ele do meu lado.
Já havia me decidido que iria lutar pelo seu amor, iria tentar e se conseguiçe
eu iria viver por ele, morrer em seu lugar e chorar suas lágrimas.




No meio da noite acordei e vi Ernesto como jamais imaginei. Seus cabelos não eram os mesmos, estavam muito grisalhos e o topo de seu crânio era calvo, estava muito mais magro, e seus olhos eram tristes mas com o mesma intensidade de sempre. Tinha uma aparência velha e morimbunda, mas quando sorriu para mim tinha a mesma ternura e juventude de sempre e como brisa em tardes de verão ele sumiu, parecia que tinha vindo para me dizer adeus, e derrepente eu começei a chorar loucamente. Por alguma razão, no fundo do meu coração eu saberia que ele não voltaria mais. Chorei, chorei, chorei.
-Acorda Beli, você está passando bem? -me acordou Karina numa chacoalhada e percebi que ela estava muito assustada.
-Estou bem, foi só um sonho.
-Você estava chorando e fiquei assustada, então te acordei porque parecia mais um pesadelo do que um sonho.
Passei as mãos sobre meu rosto e enxuguei as lágrimas que ainda rolavam.
-Obrigada. Que sonho horrivel... Que horas são?
-Acho que são 02:30. Quer um copo d'água?
-Não obrigada. Eu estou bem. Vou voltar a dormir. -foi um sonho, apenas um sonho.
-Bem, então boa noite e meus parabéns. Já é seu aniversário!

*

Passando do entardecer eu me reuni com todos meus amigos em nossa humilde casa.
Não queria festas nem presentes, apenas um simples abraço deles já era o sulficiente. Mas meus pensamentos estavam longe. Será que Ernesto viria? Eu estava tão obcecada por ele, que se agente passasse dez mil anos juntos eu ainda iria querer muito mais. A paixão interna que em poucos dias se acendeu era insaciavel e a sua imagem era a única coisa que me acalmava. Me acalmava de todos os jeitos: me ajudava a ter vontade de encarar o dia e a noite; me fazia dormir melhor; dava mais satisfação às minhas refeições; me dava inspiração.
Entre conversas e risos em meios aos relatos cômicos que Felipe fazia a campainha tocou e foi bem nessa hora que eu havia esqueci completamente da imagem de Che. Karina foi atender a porta, e logo Ernesto estava sala adentro.
-Oi, eu vim trazer sua agenda -me comprimentou com um único pequeno sorriso e estendeu-me a sua mão para devolver-me a agenda- Não se preoculpe, eu não li nada.
-O que há de ler, se aqui só tem horários? -sorri, e ele dovolveu-me outro sorriso abaixando sua cabeça e ficando com um ar ligeiramente tímido.
-Podemos ir lá fora por um segundo?
-Claro, mas não quer nada? Água, café, suco?
-Não, só quero conversar com você.
Tossidas propositais ocorreram na sala neste instante e tive certeza de que era coisa do Felipe, sempre cômico e encantador mas o que mais me deixou sem graça não foi a brincadeira proposital das pessoas que conviviam comigo e sim da face vermelha que apareceu em Ernesto depois do 'Podemos ir lá fora por um segundo'.
Fomos na frente da casa e ele logo me sugeriu que andassemos pela rua e o fizemos. Naquele momento em que caminhava ao seu lado eu não via chão, nem me lembrava de aniversário, muito menos de amigos.
Mas uma duvida explodiu em minha mente. Será que ele não me parabenizaria? Porque geralmente quando as pessoas parabenizam, elas retribuem esse comprimento com um abraço e eu queria um abraço dele. Não, eu não era uma garota atirada, só o queria sentir, tocalo, guardar seu cheiro. Assim como qualquer garota apaixonada deseja em fazer.
-Eu queria parabenizarte, sei que é seu aniversário mas não comprei nada.
Tudo bem, só me abraçe -pensei.
-Não precisa, só de ter lembrado me alegra muito.
-Em todo caso.. -abaixou-se em um canteiro de flores que estava ao nosso lado, e colheu uma rosa vermelha e ofereceu-me- os melhores presentes vem da natureza.
-Obrigada, eu nunca recebi flores. Foi o melhor presente que já ganhei. -a minha emoção foi tão grande que tive vontade de chorar, mas desta vez de alegria. Era uma situação tão romântica e que eu nunca tinha vivido até aquele momento. Para uma garota essa é a coisa mais especial que possa existir.
Enquanto caminhavamos pela rua escura eu o olhava e vi que aquele homem sério que conheçi e pelo qual me apaixonei durante um trabalho para o jornal local pela primeira vez tinha desaparecido e agora havia uma pessoa muito simpática e de um jeito muito tão jovem quanto qualquer menino de quinze anos. Mas havia uma coisa que não estava me encantando no romântismo que havia criado em meu ponto de vista. Era o silêncio. Tomei coragem e começei a pergunatar-lhe coisas das quais tinha mais curiosidade como: Você é cubano? Qual o dia no seu nascimento? Do que já trabalhou? E as respostas foram: Sou argentino. 14 de Junho de 1928. Estudei medina, mas não cheguei a me formar e fui enfermeiro. Respostas tão simples mas que pareciam poesias aos meus ouvidos e de uma forma sutil e inesperada ele fez o mesmo e eu torci para não perguntar detalhes, pois, se eu contasse toda a verdade de como eu havia parado ali o que ele iria achar de mim? Louca maníaca tarada? Provavelmente era isto que iria ultrapassar pelos seus pensamentos e ele sairia correndo rua afora e eu morreria de desgosto. Mas nada disso aconteceu e as perguntas foram: Onde você nasceu? Porque não mora com seus pais? Como vão os namorados? -namorados? Ele disse namorados? Concerteza deu-me uma vontade intensa de responder: Não tenho 'namorados' mas se quizer ser eu estou disposta- e da forma mais normal eu respondi suas perguntas: Sou brasileira. Meus pais morreram. Não tenho.
Dentre os passos ligeiros que davamos em direção a uma praça nós fomos nos conheçendo melhor e descobrindo quais eram nossas afinidades e diferenças. Quando chegamos na praça sentamos em um banco que madeira e sem pensar eu pergunatei:
-Já que você é argentino, você vai ficar por aqui em Cuba eu vai voltar para Argentina?
-Eu vou para o México.
-Porque México?
-Minha mulher e filha estão lá e agora tenho que pensar nelas.
Mulher? Filha? Ao ouvir essas palavras foi como cravar uma faca de serras e esfolar-me todo o peito por dentro. Ele era casado.
Segurei minha amargura até não poder mais e senti que as lágrimas brotavam como loucas em meus olhos.
-Eu tenho que ir senhor Guevara.
-Senhor Guevara? Você está bem?
-Estou ótima, mas não posso mais ficar aqui. -lutei para não olhar mais para seus olhos.
Sem se quer dar noção me levantei e andei o mais depressa que pude para chegar em casa. Seu coração já tinha uma razão para bater, não só uma razão mas duas e provavelmente a sugunda opção era a mais forte de todas. Sua filha.
Não podia me apaixonar por uma homem casado, isso seria a coisa mais horrivel que um dia eu poderia fazer. Tirar o amor de outra pessoa.
Andando pelo caminho escuro eu me decidi, com grande dor no coração, mas a única razão do meu viver nesses últimos três dias iria morrer. Iria esquece-lo e viver normalmente como qualquer outra pessoa.
Chegando em casa eu entrei bruscamente pela sala e me tranquei no quartinho de revelção. Ninguém foi atráz de mim, ninguém me chamou e isso era bom, pois, não queria falar com pessoa alguma. O melhor nos meus amigos é que eles entendiam qual hora e lugar para perguntar e se preocupar com alguém.
'Só foram os hormônios, só foram os hormônios'. Repetia isso comigo mesma tentando de algum jeito amenizar a pior dor que já senti, e em meio ao buraco que crescia em meu coração e o furacão que passava pela minha cabeça eu cheguei a conclusão de que nunca ia te-lo para mim, eu nunca ia ser dele. Minha vida já tinha se tornado uma rotina, em três dias minha vida era uma rotina: Ve-lo, pensar nele, passar o dia pensando nele, ir para casa, dormir, pensar nele, acordar e ve-lo denovo.
Mas e agora, o que eu iria fazer com a rosa vermelha que estava no meu bolso? Jogar fora? Era uma opção. Mas não iria fazer isso, pois, foi um presente, o mais lindo que ganhei. Deixaria ela junto dos meus pertences e um dia quando eu olha-la mesmo velha e seca vou me recordar de como me apaixonei pela primeira vez e de como sofri ao saber que não
poderia mais amar o mais belo e apaixonante homem da minha vida.

trilha:

10 outubro, 2009

[OFF]


aos poucos nós vamos amando e
aos poucos percebemos que nos afundamos neste amor.


o tempo passa.


aos poucos nós vamos deixando de amar e
aos poucos percebemos que já não lembramos daquele amor.

[OFF]

Nem as palavras podem descrever o que senti por ele aquele dia,
nem minha familia compreenderá e
nem meus amigos entenderam.
Foi amor a primeira vista.
Digo 'amor a primeira vista' porque quando seus olhos faiscaram nos meus eu senti algo que nunca havia nascido em meu coração.
Outros dizem que é destino,
outros dizem que são os hormônios.
E eu já não sei mais o que é, pois, um ano se passou e eu nunca mais te vi, e ainda assim eu nunca te esqueçi.

09 outubro, 2009

viva EL CHE!

A morte deste homem pode ter sido uma vitória para os imperialistas, mas EL CHE ainda vive calorosamente nos corações dos povos socialistas que ainda acreditam na mágia
da utopía.





Ernesto Che Guevara, [June 14, 1928 – October 9, 1967].